terça-feira, junho 27, 2006



A água na medicina holística


A água é um remédio natural que beneficia todo o corpo. Pode ser usada através de uma variedade de formas versáteis, que não apresentam efeitos colaterais e ajudam a controlar e curar estados agudos ? da diarréia à enxaqueca, passando pelos resfriados ? bem como a má saúde crônica. Pode ser usada também como preventivo das doenças e como inestimável salvaguarda da saúde. As inúmeras técnicas e usos terapêuticos que envolvem a água são conhecidos coletivamente pelo nome de terapia pela água ou hidroterapia. A terapia pela água, por sua vez, integra uma abordagem geral tendo em vista a boa saúde, conhecida pelo nome de medicina holística. A medicina holística contém vários elementos: uma tripla abordagem da saúde total, que enfatiza a interação da mente, do corpo e da nutrição; o desejo de investigar sempre a causa geral, bem como o sintoma especifico que afetam o corpo; a necessidade de assumirmos a responsabilidade por nossa própria saúde; a sensação de compartilhar algo com um profissional da saúde que se entrega a seus pacientes. Um dos objetivos mais importantes da medicina holística, que não recorre às drogas, é superar bloqueios energéticos súbitos ou crônicos e restaurar o fluxo normal da energia interna em direção à parte afetada ou ao corpo em sua totalidade. A terapia pela água é uma notável restauradora de energias e pode ser usada não só em relação aos primeiros socorros como também no que se relaciona com problemas de todo dia. Ao restaurar o fluxo da energia, a terapia pela água ajuda o corpo a curar-se e impede a ocorrência de muitos outros problemas de saúde. Ela, portanto, coloca-se na primeira linha de defesa da saúde e deve ser considerada como um instrumento importante para uma medicina que preconiza os cuidados do indivíduo para consigo mesmo.

Uma rotina diária

A água pode e deve ser parte de nossa rotina diária de saúde. Quando você toma um banho quente para relaxar ou um rápido banho de chuveiro frio para estimular seu corpo cansado, você, inconscientemente, está empregando as técnicas da terapia pela água. Meu dia começa com duas terapias pessoais: bebo dois copos de água fria uma hora antes do café da manhã e ando por alguns instantes dentro de uma banheira cheia de água fria cobrindo apenas meus pés. A ingestão da água dá conta de uma tendência a um peristaltismo vagaroso, e andar dentro da água desperta minha energia e é um fortificante do corpo. É tão simples quanto tomar um copo de água Toda pessoa que vive neste mundo já usou a água para fins de sobrevivência, pois sem bebê-la todos morreríamos. Devido ao fato de que normalmente bebemos água apenas para saciar a sede ou como um solvente para nossos alimentos, tendemos a ignorar os múltiplos benefícios que ela acarreta para a saúde e o fato de que a água é necessitada internamente por todas as células e órgãos em funcionamento. Já descobri que o simples ato de beber água fria ajuda a revitalizar-me durante meus períodos de indolência. Os médicos e os quiropráticos verificam com freqüência que uma reação muscular débil, especialmente se todos os músculos estão reagindo da mesma maneira, pode ser devida a uma desidratação incipiente. Um copo de água algumas vezes supera essa estranha fraqueza do corpo. Beber água também ajuda a reduzir a febre alta, estimula um órgão a interagir com outro e opera uma limpeza interna, ao eliminar do organismo material indesejável.

Por que água?

O que torna o tratamento com a água tão singular é o fato de ela estar facilmente a nosso alcance. Além disso, a terapia pela água não é dolorida, e centenas de problemas de saúde podem ser tratados imediatamente, naturalmente, com custo muito baixo e até mesmo sem nenhuma despesa. A terapia pela água pode deter um resfriado antes mesmo que ele comece, ajudar a superar uma irritação na garganta, gerar energia, aliviar a dor, vencer o nervosismo, auxiliar a conciliar o sono, reativar o cérebro, restabelecer a saúde interna e até mesmo fazer com que nos sintamos mais ativos sexualmente; ela, enfim, pode restaurar e tonificar o corpo. O que há de excepcional em relação à terapia pela água é que ela interage com a natureza de cada indivíduo. A terapia pela água atua de maneira positiva e jamais destrói a valiosa flora interna ou debilita a energia dos órgãos internos. A terapia pela água cria circulação e supera a inércia; desbloqueia também barreiras energéticas, para que o corpo possa funcionar de modo mais livre e mais normal. Agindo no sentido de desintoxicar isto é, livrar o corpo de quaisquer venenos ou toxinas acumulados, que podem configurar o inicio de uma doença ou perdurar após uma doença ? a terapia pela água fortalece os mecanismos naturais de defesa do corpo. O Dr. William Kellogg, que já. no inicio deste século advogava alimentação e cura naturais, notava que, em estado de perfeita saúde, cada parte do corpo recebe a quantidade devida de sangue. A água pode equalizar a circulação do sangue, controlar e equalizar a temperatura, eliminar a dor, estimular um órgão preguiçoso ou inativo, remover de nosso sistema matérias nocivas e toxinas, além de estimular e aliviar todo o sistema nervoso. Uma outra razão para empregar as técnicas da terapia pela água diz respeito ao comportamento das bactérias no corpo. Os cientistas descobriram que o tecido genético pode passar de uma bactéria para outra, tornando-as mais fortes e virulentas do que as gerações precedentes de bactérias semelhantes. O Dr. Stanley Falkow, da Universidade de Washington, denomina estes tecidos de "genes móveis" e faz a previsão um tanto lúgubre de que mais e mais bactérias atingirão aquele novo estágio a que nos reportamos acima. Isto já aconteceu com a Haemophilus influenzae, causa patogênica de alguns casos de bronquite, meningite, pneumonia e sinusite. A penicilina costumava destruir essa bactéria, mas agora os médicos surpreendem-se ao constatar que muitos pacientes já não reagem mais ao tratamento com aquele medicamento. Os cientistas também descobriram o fato alarmante de que outras bactérias se tornaram resistentes aos antibióticos, da mesma forma que os insetos desenvolveram resistência ao DDT. Variedades cada vez mais virulentas de certas bactérias mortíferas estão surgindo, como por exemplo a recente "Doença do Legionário", que ocorre no momento em todas as regiões dos Estados Unidos e que até agora tem sido classificada como uma espécie desconhecida de pneumonia. Um outro exemplo é uma nova forma de febre tifóide, que resiste ao antibiótico cloranfenicol. No México, uma epidemia recente dizimou 14000 pacientes antes que os médicos pudessem recorrer com sucesso a um outro antibiótico, no caso a ampicilina. Não há a menor dúvida de que os antibióticos podem lograr sucesso, mas não há também dúvida de que o uso persistente de antibióticos encerra muitos perigos. Em um processo evolucionário natural, qualquer organismo apresentará mutações bem sucedidas, cada vez mais resistentes às medicações que as combatiam previamente. Naquele documentário inglês tão apreciado, O Milagre superado, um cientista americano, o Dr. Sidney Ross, Chefe de Microbiologia do Hospital Infantil de Washington, D.C., teme que o emprego excessivo de antibióticos em todo o mundo tenha criado doenças novas e mortais. Cito as palavras do Dr. Ross: ?Acho que daqui a cinqüenta anos voltaremos a olhar para trás e encararemos nosso tempo como se ele fosse a idade do ouro... talvez estejamos voltando à Idade Média, no que diz respeito à terapia através dos antibióticos!? Se a constatação do Dr. Ross for verdadeira e se tivermos dificuldades crescentes em controlar muitas doenças letais que agora se apresentam sob nosso domínio, será necessário voltar a adquirir aquela sabedoria perdida, relativa à cura através de processos não químicos. A terapia pela água, uma alternativa séria e eficaz à medicina que recorre às drogas tóxicas, apresenta-se como um início muito promissor.