
Na vida é necessário aprendermos a lidar com desafios a todos instantes.
Temos que aprender a caminhar passo a passo, afim de chegarmos ao nosso almejado destino.
Por vezes, somos impelidos a correr, saltar, ou seja, darmos passos maiores do que à nos foi destinados...isso ocorre porque temos pressa, temos medo de perdermos tempo com o não tempo que a vida nos proporciona, temos na alma a sede de encontrarmos nosso Bem Maior, temos saudade daquilo que em sã consciência nunca foi nosso.
Precisamos aprender a caminhar, precisamos resgatar nossa paz interior...precisamos seguir com passos firmes e incansáveis rumo à grande jornada.
NA GRANDE TRAVESSIA
O sol no z?nite sust?m a balan?a do dia.
O céu se concede ?s águas embaixo.
Com olhos ajuizados as bestas na travessia
Observam sem medo suas sombras no leito.
A folhagem se arca profundamente
na direção de toda uma lenda.
Nada, do que é, tenta ser diferente.
Somente meu sangue grita pelos campos
atrás de sua infância longínqua,
como um velho cervo
atrás de sua cor?a perdida na morte.
Talvez tenha perecido sob os rochedos.
Talvez tenha mergulhado na terra.
Em vão espero notícias suas,
somente ressoam as cavernas,
riachos buscam as profundezas.
Sangue sem resposta,
ah, houvesse silêncio, quão bem se ouviria
a cor?a calcando a morte.
Ainda mais longe cambaleio pela trilha ?
e, como um assassino que sela com um lenço
uma boca vencida,
fecho com o punho todas as fontes.
Que se calem para sempre
para sempre.
Marea Trecere (A Grande Travessia), 1924
O sol no z?nite sust?m a balan?a do dia.
O céu se concede ?s águas embaixo.
Com olhos ajuizados as bestas na travessia
Observam sem medo suas sombras no leito.
A folhagem se arca profundamente
na direção de toda uma lenda.
Nada, do que é, tenta ser diferente.
Somente meu sangue grita pelos campos
atrás de sua infância longínqua,
como um velho cervo
atrás de sua cor?a perdida na morte.
Talvez tenha perecido sob os rochedos.
Talvez tenha mergulhado na terra.
Em vão espero notícias suas,
somente ressoam as cavernas,
riachos buscam as profundezas.
Sangue sem resposta,
ah, houvesse silêncio, quão bem se ouviria
a cor?a calcando a morte.
Ainda mais longe cambaleio pela trilha ?
e, como um assassino que sela com um lenço
uma boca vencida,
fecho com o punho todas as fontes.
Que se calem para sempre
para sempre.
Marea Trecere (A Grande Travessia), 1924